sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

CASAMENTO?

Pois é, casamento. Não meu. Ufa! Mas do primo mais velho é quase a mesma coisa. Ao menos o frio na barriga foi homérico.
Na verdade o que senti foi uma daquelas sensações ambíguas. Ai que lindo meu priminho casando, crescendo, ficando responsável. Ele estava tão bonito. Com um sorriso digno de comercial de creme dental, todo prosa com a façanha. Nunca vi um noivo tão radiante. Essa foi a parte linda da experiência.
A outra sensação foi de pânico. Eu explico: pela linha de sucessão familiar, a próxima vítima do matrimônio sou eu. EU. E isso ficou martelando em minha cabeça durante toda a cerimônia. E pra ficar ainda mais dramático, meu namorado que também é lindo, charmoso e todo responsável, com quem eu vivo combinado de me casar, estava lá, sentadinho do meu lado.
Não é que eu não acredite no casamento ou que pretenda ficar solteirona pra sempre. Nada disso. Até porque não vou deixar um partidão desses escapar. O que me apavorou é que estamos crescidos. Não brincamos mais de casinha. Nem de comidinha que ninguém queria comer. Não brigamos mais pelo lugar na mesa no almoço de domingo. Não somos mais doces, inocentes e teimosas criancinhas.
Foi isso que me assustou.
Porque na louca maratona da sobrevivência, os anos vão passando, a gente vai adquirindo responsabilidades, conquistando espaço. Ficando adulto. Se achando grande coisa. Mas quem para e pensa nisso? Simplesmente os anos vão passando e os fatos vão se sucedendo.
Naquele momento em que ele entrou na igreja de braços dados com a minha tia, os mesmos braços que antes nos carregavam no colo, as fichas caíram. Percebi que estamos adultos. Que a infância e o algodão doce ficaram na memória como uma bela canção para nos embalar quando a vida de adulto fica difícil. Agora temos outros algodões doces para nos divertir.
Desejei a ele todas as bênçãos que um casal deve ter pra ser feliz. E acredito sinceramente que o seu propósito de constituir família e viver um casamento feliz, cheio de amor e prosperidade vai se concretizar ao longo dos próximos anos.
No fundo espero que as ”ameaças” ao meu namorado de que o próximo casamento tem que ser o nosso e que agora que ele conhece a família toda não tem mais escapatória, se realizem no mesmo astral que a cerimônia do meu primo.
Vivas aos Noivos!

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