Mari. Elegante, delicada, parece frágil como as bonecas chinesas de porcelana. Sempre impecavelmente vestida. Simplesmente feminina. Às vezes me lembra as personagens de romances que li na adolescência. Os cabelos merecem as descrições que Daniele Stell faz de suas personagens: “macios, brilhantes, como se fosse um manto descendo de sua cabeça e cobrindo os ombros”.
A família é toda oriunda de Pelotas. E, a elegância de Mari, apesar de ser porto-alegrense, pode ser comparada aos pelotenses que se inspiravam na aristocracia francesa. Faz movimentos leves com as mãos, girando suavemente uma dentro da outra enquanto fala. Nunca percebi um arroubo, daqueles típicos de quem tem 19 anos. Nem a vi correndo pelos corredores ou rindo alto. Jamais eleva o tom de voz. Parece ter um controle absoluto sobre seus braços. O único traço latino é a cor da pele. Morena, com um tom levemente amarelo. Como aquele tom ao redor da lua cheia nas noites de calor.
Tem uma palavra que diz sempre às colegas não tão serenas nos momentos de desespero intelectual – “Abstrai”. E fala naquele tom de voz que nunca se exalta, em meio à gritaria das colegas perturbadas.
Gosta de coisas delicadas e de crianças. Cultiva as amizades da infância. Poupa os amigos de seus desencontros, mesmo quando precisa de colo. Fechada como uma pérola dentro da ostra.
Mas a aparente fragilidade esconde uma força que não combina com sua delicadeza. Olhando dentro de seus grandes olhos, que pinta automaticamente todas as manhãs por acreditar que são pequenos, se percebe a força que vem de dentro, mostrando que nem tudo que parece frágil se quebra com uma queda.
Na faculdade faz Relações Públicas, mas tentou Biomedicina na UFRGS. Não achei tão estranho, até pensava que seus pais eram médicos. Enganei-me, mas não tanto. A mãe é farmacêutica homeopata. Natural. Como Mari.
Antes e depois da Biomedicina, a comunicação é o que a fascina, é já tem algumas certezas sobre os caminhos que irá seguir. Sabe que ainda tem muito a amadurecer profissionalmente, por isso é modesta ao afirmar que está a caminho de ser uma profissional. Normal na Mari, ela não sabe o que é arrogância.
Uma coisa surpreende muito: não se acha bonita. Mas já dizia o poeta no trecho de uma canção – quando a menina ao seu redor é muito desejada, faz a beleza ficar maior, por não saber de nada.
Conheço pouco da Mari. Desconheço seus defeitos. Admiro as qualidades que percebo. Aproximo-me bem aos poucos. Tenho medo de espantá-la. Observo sempre seus modos. Admiro sua calma. Respeito sua ostra.
Até seu nome é forte e suave: Mariana.
4 comentários:
Oi, gostaria de saber por favor, se vc sabe me dizer o nome dessa canção que citou.. "quando a menina ao seu redor é muito desejada..." pois queria achar esta música, mas nem o google sabe me ajudar...hehehe, qdo coloco este trecho, seu blog é o único que vem como resultado. Será q vc podia me ajudar? se souber, por favor, meu email é donega@gmail.com
Obrigado
poxa silvio eu fiquei ate surpresa quando vi sua pergunta porque faço das suas a minha rsrsrs.. espero q alguem nós de essa luz. abraços.
Oi Cal,
eu mandei a música para o Silvio por e-mail. Escreva pra mim "patricialimarp@yahoo.com.br" que a envio pra ti também.
Um abraço
Patricia
apos ler esta parte so me vem uma pergunta a cabeça, porque ainda nao escreveu um livro ????...ciao...prego
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