terça-feira, 28 de agosto de 2007

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Encantada e desconcertada com a temida “cidade grande”. A velha bicicleta aro 24, perfeita para minhas pernas curtas, substituída pelos barulhentos coletivos urbanos da Capital. Todos lotados de rostos anônimos. Por enquanto sou só mais um. 
O sacolejo do trem e dos ônibus mistura os livros na sacola e as idéias na cabeça. As mudanças fazem com que já não saiba mais o que vai dentro de mim. As gírias e a cara de interiorana horrorizada diverte os amigos mais chegados. Quando tento disfarçar e demonstrar naturalidade, as gargalhadas são mais divertidas.
Saudades do ar puro com inconfundível aroma de tabaco nas tardes úmidas. Orgulho da coragem de encarar a rotina agitada para alcançar os sonhos que começam a se concretizar. 
Há os que dizem que depois dos sustos iniciais a rendição à louca maratona da cidade grande é inevitável. E a calmaria do Interior já não despertará tanta saudade. Talvez algumas tardes nostálgicas. Quem sabe, no futuro, até vire paixão o que, agora, é conformação pelas escolhas do presente.

2 comentários:

Saimon Manawa disse...

Parabéns pela visão ampla do mundo externo. Geralmente, na cidade grande, as pessoas são muito individualistas e fechadas em si. A cidade grande realmente traz muitas descobertas, e elas decorrem do caminho no qual vc escolhe e constrói sua trilha, e tudo que vc ganha e perde vem dai, na força que temos para buscar os sonhos frente a obstáculos que ensinam muito em cada lição.
Te adoro... Saimon L. Selau

Anônimo disse...

digamos assim, e uma visao poetica do dia-a-dia, no ponto de vista de alguem que chega a cidade, e mais como um desabafo.... mas mesmo assim achei poetico... resumindo gostei... ciao...prego